Em uma bela noite de quarta feira, estava voltando para casa de metro. Cheguei no meu ponto, e como esperado, fui levado pela horda de pessoas que desesperadamente tentavam sair da caixa de metal, inevitavelmente, esbarrei, cai, derrubei uma pessoa, um alto e jovem rapaz que carregava uma pasta de executivo. Eu me desculpei, mas mesmo assim ele me olhou com cara feia, eu me virei e continuei meu caminho. Na saída da estação pude me livrar da multidão de pessoas e ir para casa, enquanto andava pela grande avenida, em direção a minha casa pude notar que algumas pessoas que eu havia visto no metro e estavam indo na mesma direção que eu, pouco a pouco elas se dispersavam, cada uma entrando em uma rua, exceto aquele mesmo jovem com a pasta,que , curiosamente, estava entrando nas mesmas ruas que eu. Tentei ultrapassa-lo mas sempre que eu aumentava o passo ele aumentava o seu, ele não deixava eu chegar muito perto dele, quanto mais perto eu chegava mais rápido ele andava. De tempo em tempo ele virava levemente a cabeça para ver se eu ainda estava la. Ele devia ter chegado na conclusão de que eu o estava seguindo. É um daqueles momentos bem estranhos em que você n sabe o que fazer, não sabe se espera, se pega outro caminho ou sai correndo para assustar o cara. Eu tentei sair correndo e assustar o cara, mas então tropecei e cai, e ele só riu. Aquele realmente não era meu dia.